Publicado em Links da semana

Links da semana! – RISE UP!

Se você ainda não foi ouvir o score desse musical maravilhoso, “Hamilton”, por favor, faça-se esse favor e vá agora mesmo! Tem no Spotify!

Vamos agora pros links mais legais que resolvi compartilhar com vocês essa semana!

Veja isso se você não sabe com o que quer trabalhar – ou se até sabe, mas não tem coragem de admitir para a sociedade por ser algo que não é normalmente associado a sucesso profissional.

Está a procura de sons ambientes para aumentar sua produtividade? Esse site tem até o de playground – um dos meus favoritos.

Se você está à procura de inspiração ou dicas de estudos, veja esse blog!

Se você já estiver com saudades do ex-Presidente Obama, veja isso e junte-se ainda mais ao clube!

E se você é a Potterhead nº 1 do seu grupo de amigos, acho que você vai se divertir com esse post do Buzzfeed.

Tenham uma semana maravilhosa, minhas queridas e meus queridos! Só mais dois dias até o final de semana!!!

– Bárbara

 

 

Publicado em Poemas

Uma canção de amor

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Eu só acho que
eu e você
fomos feitos pra durar.
E pra ser completamente honesta,
sobre aquilo que os outros dizem,
Eu não sou de me importar.
Joguem fora os velhos poemas de amor
Pendure o novo vestido de festa na janela.
Nós nunca precisaremos de motivos para celebrar.
A vida já é bela,
Nós temos um ao outro.
Amanhã, eu lhe prometo
O dia será novo.

 

Publicado em Crônicas, O que danado for

O dia em que o Morro do Careca queimou

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Quando eu estou enfrentando uma fase particularmente difícil de uma crise de ansiedade, minha mãe costuma dizer que meu problema é sede de viver.

Hoje, mais do que nunca, eu gostaria de gritar aos céus que ela tem a mais absoluta razão.

Eu tenho sede de viver

Porque a Constituição me assegura a liberdade de ir e vir, mas eu nasci em um apartamento onde havia grades na varanda, e eu não podia brincar no beco sozinha.

Nunca pude ir comprar pão sozinha

Hoje minha cidade queima em dezenas de lugares diferentes, e quem chora a dor sou eu, porque nunca pensei que veria, em minha vida, um nascer de sol trazer tanta tristeza e desolação

Isso não é vida. É prisão, é repressão, é guerra

E se um dia eu escrevi que minha geração não sabia pelo que lutar, menti. A gente só não sabe por onde começar.

Publicado em Crônicas

Se for para me apaixonar…

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Preciso encontrar alguém que se apaixone pela vida, por tudo da vida, como eu me apaixono, constantemente, o tempo todo, por tudo, por nada, por cada segundo e cada tijolo.

Preciso de alguém que não se irrite se eu chorar inconsolavelmente às três da matina, porque há milhões de pessoas que eu nunca conseguirei ajudar.

Preciso de alguém que receba meus abraços sempre com o mais sincero entusiasmo, porque gosta de sentir a minha energia ao seu redor, porque gosta do meu calor contra o seu, porque sabe que meus abraços são genuínos e sem eles, eu não sou eu.

Preciso de alguém que me ame quando eu não consigo me encarar no espelho, o que, infelizmente, devo admitir que ocorre com mais frequência do que aceito reconhecer.

Ou, pelo menos, encontrar alguém que não se assuste com o meu coração voluptuoso, fogoso, que inflama repentinamente, mas cujas chamas são perpétuas, e me deixe falar sobre cada detalhe de um musical trezentas vezes sem se cansar, mesmo que não ache interessante o tema em si, mas porque ME acha interessante.

Preciso de alguém que não se assuste com o amor à primeira vista, mas, de preferência, alguém que simplesmente ame a vida, como eu.

Publicado em Crônicas

Essa sou eu

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Você não sentirá o sal das minhas lágrimas.
Não te darei esse prazer.
Você não sentirá o metal do meu sangue nos seus lábios.
Suas palavras, por mais afiadas que sejam, não podem me perfurar.
Sou feita de espelho.
E o que quer que você veja de errado em mim
diz mais sobre você do que sobre a “delicada” aqui.
Afinal, sou mais do que a minha pele
meus ossos
meu DNA
Sou papel
Caneta
A letra da minha mãe no diário de maternidade
Sou as memórias de tardes chuvosas embalada nos braços do meu pai
Sou as memórias de todos os pôr-do-sol de dezoito anos vividos
Sou a memória de todos as estrelas que já existiram
E a roseira de estimação da minha avó
Sou poeira
e estrela
sou caminho
e fim de estrada
Sou tudo
sou nada
E ninguém vai me fazer esquecer
o que acreditaram haver de bom em mim