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Você se lembra quando me ensinou a andar de cavalo? Primeiro eu não conseguia nem subir no cavalo, e quando finalmente subi (depois de uma pequena ajuda sua, claro) não conseguia encontrar uma posição confortável. Escorregava, machucava a mim e ao cavalo. Não foi fácil. Depois disso, ainda tive de aprender a lidar com o cavalo em si. Foi chato, irritante, cansativo para mim, para você e para o cavalo. Eu cheguei até a cair de cima dele. Mas, quando estava sempre perto de desistir, você me puxava e dizia que eu deveria tentar de novo. Quando eu pensava: “não, agora eu não aguento mais, não quero nunca mais ver um cavalo na minha vida” você me dizia que a esperança era a última que morria, e que não deveria desistir. Hoje, se sei alguma coisa, aprendi de você. Não em relação a cavalos, eu não consigo me manter sentada em um e provavelmente nunca conseguirei. Mas aprendi muito sim, em relação a vida. Aprendi a não desistir, a me esforçar, e que quando eu achar que eu não tenho mais nada dentro de mim para continua a lutar, eu consigo mais. Eu sou o que sou, e o que sou devo a você. Obrigada, pai.

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Minha profissão é mentir sobre tudo bem o suficiente para que vocês acreditem.

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