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A garota andou pela rua. Andou. Andou. E nunca aparentou cansaço. Um garoto de repente vira a esquina, e tromba com ela. Ela vai ao chão. O garoto estende a mão para ajudá-la a se levantar.
-Obrigada – Ela diz – É bom saber que o cavalheirismo não morreu. Ou, pelo menos, a boa educação.
O garoto ri.
– Obrigada pelos elogios, mas não sei se sou digno deles. Eu levei você ao chão primeiramente, não se lembra? – Ele responde.
A garota também ri
– É, mas isso acontece o tempo todo. Eu ando muito por essas ruas, e já levei empurrões, chutes, tapas, mas as pessoas não se incomodam nem de olhar para mim, quanto mais se desculpar e me ajudar, como você fez.
– É, eu vi que você anda bastante por aqui. Posso fazer uma pergunta?
– Outra, você quer dizer?
– Sim.
– Claro.
– Por que você anda tanto por aqui? Eu te vejo todo dia.
– Eu ando… Porque tento esquecer.
– O que?
– Uma pessoa. Uma pessoa que eu gosto.
– Gosta?
– Não, eu a amo.
O garoto apanha a mochila que tinha colocado no chão quando foi ajudar a garota a se levantar e dá as costas. Vira-se novamente e diz:
– Boa sorte com esse. Tentar esquecer alguém que você ama é tão fácil quanto tentar se lembrar de alguém que você nunca conheceu.
E dito isso, vai embora.

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Autor:

Minha profissão é mentir sobre tudo bem o suficiente para que vocês acreditem.

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