O fim do mundo

Ah! Se o fim do mundo fosse um ataque de zumbis, ou mesmo um cometa que chegasse e destruísse tudo de uma vez só. Se fosse uma invasão alienígena, ou um super vírus que dizimasse todas as nações em um segundo… Como seríamos sortudos, não?

Morrer rapidamente, morrer inocentemente. Morrer pela mão de terceiros, mártires no último momento. Quão glorioso seria, morrer sem nenhum peso na consciência?

Morrer sem culpa alguma, não sermos responsáveis pelo fim de tudo o que conhecemos. Esse é o sonho, é assim que vivemos. Parece até que nos garantiram um fim aleatório.

Mas não é o caso.

O fim se aproxima, mas pelas nossas próprias mãos. Somos culpados pelo fim de tudo o que conhecemos, tudo o que criamos, tudo o que amamos.

E parecemos nem nos importar com isso.

Todo dia, as notícias procuram nos alertar, mas parecemos estar letárgicos, impassíveis perante tantas atrocidades cometidas pela humanidade contra a humanidade.

Aquelas cometida por meio do ataque ao meio ambiente é mais fácil de ignorar. Não há sangue derramado. É dor a longo prazo, e não somos nós que vamos pagar.

Mas são nossos filhos e netos, e os filhos e netos de nossos amigos. São nossos museus, nossos escritos. Nossas lembranças e memórias, toda a nossa história.

Tudo isso vai desaparecer.

E não haverá alguém pra chorar pela pobre raça humana, que, por pura ganância, apagou todos os traços de que um dia, habitou nessa galáxia.

Felizmente, as estrelas continuarão a brilhar independentemente da gente.

 

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