West Side Story: um amor mais dramático do que o de Romeu e Julieta

Esse clássico de 1961 continua mais atual do que nunca, falando de uma xenofobia que infelizmente ainda não conseguimos deixar para trás. É uma história que simplesmente nunca envelheceu. Basta você ouvir uma das últimas frases de Maria, a mocinha do filme, que avisa às duas gangues paralisadas pela cena em frente à elas que a causa das mortes que o bairro vivenciou não foram as armas utilizadas e balas disparadas, mas sim o ódio que eles tinham em seus corações. Não é difícil sentir o seu próprio se partir ao ouvir ela afirmando que agora ela mesma poderia se tornar uma assassina, pois tudo o que ela podia sentia naquele momento era ódio.

“Amor, Sublime Amor”, seu nome em português, ou simplesmente “West Side Story”, é uma versão adaptada de um musical da Broadway de mesmo nome e que por sua vez é uma releitura de Romeu e Julieta. As comparações são inevitáveis, mas não se engane: não é porque você sabe de cor e salteador a famosa história de William Shakespeare que você será capaz de adivinhar o final desse filme.

De toda maneira, apesar da história principal extremamente clichê (garota conhece garoto, romance proibido mas instantâneo, tristeza apocalíptica para todos os envolvidos, que infelizmente não se resumem nunca ao casal principal), este filme vale as 2h33min do seu investimentos por MUITOS motivos, que aqueles que amam musicais ou cinema, de uma maneira geral, não podem resistir.

Para começar, é um filme de crime e gangues, um drama, um romance água-com-açúcar e um musical, tudo em um. De uma maneira que simplesmente não é mais feita hoje em dia, o que significa simplesmente que funciona.

Natalie Wood, a Maria (personagem principal) do filme.

Se você não é muito fã de musicais pela música em si, você tem de assistir a esse pela dança, pelo menos. É absolutamente inacreditável. Coordenada por Jerome Robbins, que de tão perfeccionista acabou sendo afastado do projeto, o qual também dirigia, por fazer com que os custos de produção esperados fossem ultrapassados. Ele fazia as cenas de dança serem repetidas sucessivamente, para o desgaste do elenco e da produção.

O figurino também é extraordinário! Fãs da moda, principalmente do final dos anos cinquenta, início dos sessenta, vão adorar a composição de Bert Henrikson, particularmente no que se refere às meninas, com seus vestidos delicados e ao mesmo tempo sensuais. Eles parecem parceiros de dança, do jeito que se animam à vida.

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