O que você quer ser quando crescer?

O que eu quero ser quando crescer? Feliz. Muito feliz. Tão feliz, que quando as pessoas me virem elas fiquem felizes também. Profissão pouco importa. Quantas vezes, desde criança, eu não vi médicos e advogados com uma cara de tristeza que me assustava mais que o monstro no meu armário? Dinheiro no bolso não trazContinuar lendo “O que você quer ser quando crescer?”

Aquela vez em que um colar mágico protegeu um dos meus melhores amigos.

Eu tenho um amigo de longas datas chamado Iuri. Quando digo “de longas datas”, é porque é de longas datas mesmo. Tenho foto com Iuri no meu aniversário de um ano de idade, e apesar de não ter convivido com ele por algum tempo após sairmos do berçário onde ambos estudávamos, hoje em dia eleContinuar lendo “Aquela vez em que um colar mágico protegeu um dos meus melhores amigos.”

Sobre as borboletas no estômago…

… eu não acreditei que elas viriam. O que é o amor pra uma adolescente com alma de criança? Algo que te empurram garganta abaixo em filmes açucarados e livros um pouco chorosos demais, que eu só lia para rir. Eu não sabia que um dia suaria frio, que não saberia o que dizer, eContinuar lendo “Sobre as borboletas no estômago…”

A liberdade que me prometeram

Quando você é criança, tem muitas coisas que não pode fazer. Dirigir, beber, andar sozinha pelos cantos… É chato, é irritante e dá uma vontade absurda de crescer logo e sair fazendo tudo que por tanto tempo te reprimiram. Mas quando você é criança, sempre tem alguém pra segurar sua mão ao atravessar a rua.Continuar lendo “A liberdade que me prometeram”

Fui demolida, mas da poeira renascerei

  O que havia ali antes? Eu nunca saberei. Ou melhor, devo dizer que até sabia, mas não lembrava. E por mais que me esforçasse, sabia que nunca me lembraria. Eu não havia dado a devida atenção. Era uma casa? Uma loja? Uma clínica médica, talvez? Poderia ser o esconderijo de uma bruxa, um asiloContinuar lendo “Fui demolida, mas da poeira renascerei”

Eu quero silêncio.

             Barulheira geral em sala de aula. Conversas paralelas, risadas, cantorias. Bolinhas de papel voam de cá pra lá e até mesmo um aviãozinho (daqueles que eu nunca consegui fazer) flutua lentamente pela sala até pousar na mesa da professora, para a alegria dos meninos sentados ao meu lado. EuContinuar lendo “Eu quero silêncio.”

Eu nunca tive medo de cair.

       Eu acho que sou masoquista.       É única explicação racional que encontrei até agora pra justificar essa meu eterno otimismo.       Mesmo com tudo caindo, quebrando, se estragando. Mesmo com as pessoas mentindo, enganando, maltratando. Mesmo comigo falhando, cansando, errando.       Eu gosto de decepções.       Eu gostoContinuar lendo “Eu nunca tive medo de cair.”

Perdoe-me se não consigo seguir seus padrões de "normalidade"…

   … Mas a verdade é que eu gosto de acordar de manhã já cantando a plenos pulmões músicas da minha velha infância. Eu gosto de tomar banho de água fria, de tomar leite com nescau e do cheiro de café que parece ter penetrado nas paredes da cozinha. Eu gosto do cheiro do meuContinuar lendo “Perdoe-me se não consigo seguir seus padrões de "normalidade"…”