A liberdade que me prometeram

Quando você é criança, tem muitas coisas que não pode fazer. Dirigir, beber, andar sozinha pelos cantos… É chato, é irritante e dá uma vontade absurda de crescer logo e sair fazendo tudo que por tanto tempo te reprimiram. Mas quando você é criança, sempre tem alguém pra segurar sua mão ao atravessar a rua.Continuar lendo “A liberdade que me prometeram”

Fui demolida, mas da poeira renascerei

  O que havia ali antes? Eu nunca saberei. Ou melhor, devo dizer que até sabia, mas não lembrava. E por mais que me esforçasse, sabia que nunca me lembraria. Eu não havia dado a devida atenção. Era uma casa? Uma loja? Uma clínica médica, talvez? Poderia ser o esconderijo de uma bruxa, um asiloContinuar lendo “Fui demolida, mas da poeira renascerei”

ARQUIVO X versus A CAVERNA, DE PLATÃO

Vamos lembrar o mito da caverna por um momentinho. Homens acorrentados, de frente para um fogo, de costas para a abertura da caverna. Eles vivem das ilusões, das sombras projetadas sob a parede fria que os cerca. Um homem quebra a corrente e se liberta, saí. Descobre que o mundo verdadeiro está ali, descobre queContinuar lendo “ARQUIVO X versus A CAVERNA, DE PLATÃO”

Projeto fotográfico: Receita de “Bárbara”

Sugestão do mês do Rotaroots,  “o projeto fotográfico do mês consiste em fotografar os ‘ingredientes’ que formam você.” Então, pra quem está curioso, eis os ingredientes necessários para criar Bárbara! Então é basicamente isso! Acrescente um pouco de música, Humphrey Bogart, misture bem e o shake barbarabogart está criado! Comentem aqui em baixo os ingredientes daContinuar lendo “Projeto fotográfico: Receita de “Bárbara””

O mal do mau humor

       E não me venham com hipocrisias de mentes sonhadoras que querem mudar o mundo: erradicar a pobreza, acabar com a fome, salvar o meio ambiente. Vocês não conseguem salvar a si mesmos. Não sei quem são vocês, mas quem quer que sejam, me enoja compartilhar a mesma sala e os mesmos sonhosContinuar lendo “O mal do mau humor”

Partidas e o que as motivam.

       E parto agora da minha pátria amada, meu berço gentil, meu pátio amado. Não saio feliz, não saio de coração leve. Ao contrário. Ele se encontra mais pesado que minha consciência, se é que isso é possível.       Mas não consigo lidar com a minha bagunça, da mesma forma que nãoContinuar lendo “Partidas e o que as motivam.”