Estamos parados na esquina do passado

       Não pretendia voltar atrás, porque admitir o erro cometido doía mais do que a falta que ele fazia em sua vida. Eram ambos orgulhosos, orgulhosos demais agora para verem que antes haviam sido jovens demais, e que os erros não eram erros. Não se permitiam pensar naqueles momentos agridoces que compartilharam, masContinuar lendo “Estamos parados na esquina do passado”

Batalhas perdidas

               Algumas feridas ainda estão por demais abertas para serem analisadas. O cheiro da carne pútrida ainda contamina o meu olfato e aperta a minha garganta, a sensação de engasgo trazendo lágrimas aos meus olhos. O sangue ainda está secando, naquela cor encarnada escura que eu tantas vezes admireiContinuar lendo “Batalhas perdidas”

"Castração" ou simplesmente "Minha Palavra Final"

                   Após tantos anos e ao mesmo tempo tão poucos segundos, gostaria de finalmente me posicionar quanto aos “comentários castradores” que recebi (recebo) na minha vida. Primeiro, vamos deixar claro uma coisa: não sou ouvidoria pra ficar recebendo sugestões e críticas quando bem aprouver ao reclamante, aindaContinuar lendo “"Castração" ou simplesmente "Minha Palavra Final"”

Let it be

     Deixe ser. Deixe-ser o amanhecer, que sempre aconteceu antes e acontecerá mesmo depois de você. Deixe ser. Deixe ser e cresça, aprenda, viva. Deixe ser. É a única opção, na verdade. Por mais difícil que seja admitir. E é difícil. Extremamente. Porque é muito mais fácil controlar (os colonizadores que o digam). ÉContinuar lendo “Let it be”

11 de setembro e a vida

                Neste exato momento em que escrevo, as lágrimas caem dos meus olhos como gotas de chuva escorrem em uma janela, e eu tremo com os soluços que já não consigo controlar. Conhecimento mata. Mata sim. E eu sou a prova disso.                 Porque até aproximadamente duas horas atrásContinuar lendo “11 de setembro e a vida”

Ondas do (no) céu

             E dane-se a física. Quero que as ondas me levem, me carreguem. Quero toda a imensidão do céu me possuindo, me tomando. Quero beber da água do mar, brincar com as nuvens, usá-las como travesseiros. Quero dançar na chuva, mas não como todos que saem das ruas e entram nos braços da noite. QueroContinuar lendo “Ondas do (no) céu”