Publicado em Poemas

Uma canção de amor

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Eu só acho que
eu e você
fomos feitos pra durar.
E pra ser completamente honesta,
sobre aquilo que os outros dizem,
Eu não sou de me importar.
Joguem fora os velhos poemas de amor
Pendure o novo vestido de festa na janela.
Nós nunca precisaremos de motivos para celebrar.
A vida já é bela,
Nós temos um ao outro.
Amanhã, eu lhe prometo
O dia será novo.

 

Publicado em Poemas

Saudades

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Eu não gostava de você

Mas passar esse tempo todo sem te ver
Fez meu coração se aquecer
E agora já não sei mais te perder
sem acabar por me esquecer
Ajude-me então a resolver
Tudo o que eu tenho de fazer
Enquanto não paro de crescer.
Devo aproveitar enquanto meu coração não para de bater.
Devo aproveitar enquanto minhas pernas ainda conseguem correr.
Devo aproveitar enquanto ainda não tenho de morrer.
Publicado em Contos, Crônicas, Poemas

Minha carta de desculpas (e de despedida)

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Àqueles cuja inocência escapou…

Perdão.

Perdão por não ter podido estar presente quando eles te alcançaram, com as mãos gélidas, e roubaram-te do mais confortável dos berços.

Perdoem-me por ter virado a cara quando vocês gritaram, pedindo ajuda. Meu fraco coração não conseguiria aguentar.

Perdão por ter dito onde vocês estavam. Vocês podem não entender agora, mas todos passam por isso. Não tinha como vocês escaparem.

Perdoem-me por não ter ouvido suas reclamações. Ainda lembro perfeitamente das minhas. Não é justo que logo agora que aprendi a ficar bem com isso, tenha que me sentir mal de novo.

Mas francamente

Vocês realmente acreditaram que conseguiriam viver sem ter de crescer?

Publicado em Contos, O que danado for, Poemas

Aqui, nessa mesa de bar…

Fonte: Tumblr
Fonte: Tumblr

Se eu andar sempre na contramão
Talvez, uma hora, não haja mais chão
Pra eu andar.
E não seria maravilhoso?
Caminhar totalmente sozinho?
Sem falsos compreensivos
a me importunar?
Queira Deus, e Hades e Krishna,
que esse dia chegue
antes que meus olhos fechem
e meu coração, se canse de cantar
Porque, veja bem, minha vida foi muito sofrida
e, apesar de toda essa bebida,
não há calor que mate minha solidão.

Publicado em O que danado for, Poemas

Não pode usar salto alto

Fonte: Tumblr
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Tire os seus sapatos antes de entrar em casa.
Não quero sujeira no carpete.
É novo.
O outro estava sujo.
E eu não nasci pra ser empregada de ninguém.

Tire seu casaco.
Não há ventania aqui dentro.
Não precisa se proteger dentro da sua própria casa.
Mas deixe-o perto da porta.
Não saia sem ele, o mundo lá fora é cruel e estranho.

Coloque sua máscara antes de sair de casa
Cautelosamente
Não deixe que ninguém te veja sem ela
Não podemos nos dar ao luxo de demonstrar sentimentos
Finjamos ser de plástico.

Não esqueça da armadura
Contra palavras afiadas, olhares estranhos
(se você tiver sorte, no máximo uma cantada)
Você é humana, mas eles, não.
E eles sabem explorar sua solidão.

Tome cuidado,
não ande na contramão.
Olhe sempre pro chão.
Não dê atenção.

Seja invisível,
papel de parede,
esquecível.

Não seja mulher.
Não seja você.

Não seja.

Publicado em O que danado for, Poemas

Não posso esperar.

Fonte: Tumblr
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Eu disse que precisava escrever.
Ela disse que eu podia esperar.

Foi quando eu percebi que ela não sabia sonhar.

Foi quando eu percebi que ela não me conhecia.

Foi quando eu percebi que ela não entendia a dor de precisar compartilhar o ardor das minhas feridas
O sangue dos meus cortes
As lágrimas dos meus olhos
Porque eu já não posso mais chorar

Então eu escrevo pra que alguém do outro lado
do outro século
com o outro pedaço do meu coração e alma
Chore o que eu já não mais choro
E sinta o que eu já não mais sinto
E espero que pelas minhas palavras encontre algum tipo de conforto
Porque nesse momento, eu não encontro nenhum.

Então deixe-me ir escrever.
Pra que eu possa conversar com você sem olhar por cima dos seus ombros
Olhar nos seus olhos sem que você se assuste com o medo, a tristeza, a depressão
Porque eu a deposito no papel e digo adeus
Até o desengano atacar uma vez mais, de novo.

Publicado em Contos, Poemas

Sou a estrela.

 

Fonte: Tumblr
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Viva! Hoje é dia de alegria!
Pelo menos pra você.
Um dia eu chego lá
e saberei comemorar
que você soube me esquecer.
Alegria, alegria
é a palavra do dia
e eu repito esse mantra
continuamente.
Ao meu redor, todos comemoram
Seus braços ocupados em abraços
dos quais eu não estou participando.
Não me altero por estar sozinha no meio de tanta gente
Não me desespero por estar com frio nessa noite quente
O que não sai da minha cabeça é que no seu abraço, outra deve estar descansando.
Suspiro.
Não resisto.
Todo fim de ano, sou a estrela do meu próprio showzinho de autopiedade.